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Conversa de Homens

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

Quando se olha para a sombra, a igualdade está nas diferenças

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As mentes dos homens e das mulheres reagem de forma diferente a determinados estímulos. É a biologia a sobrepor-se às políticas. Esta é a regra mas há excepções. Há sempre excepções. Aliás, as mentes dos homens e mulheres reagem de forma diferente consoante o próprio indivíduo. Esta é uma verdade que poucos se arriscam a rebater. Somos humanos, temos vontade própria e, por norma, somos sempre muito parecidos quanto mais chegamos à nossa génese mais primária.

 

Aliás, até nos outros animais encontramos "feitios" diferentes. Provavelmente, dirão muitos, relacionados com a "educação" dos bichos mas, logo que nascem, é possível verificar que há diferenças entre eles nas ninhadas. Basta percorrer o Facebook para encontrar milhares de vídeos de gatinhos a mostrar o seu feitio. Há até vídeos de gatos que fogem de ratos... imagine-se!

 

Esta conversa, tal como prometido, é a continuação de uma anterior. Uma tentativa de mostrar que entre homens e mulheres há diferenças claras mas que isso jamais deve ser visto como uma justificação para atitudes de descriminação de géneros que ainda existem por esse mundo fora. Estava alinhada muito antes de o mundo ficar a saber que existe, pelo menos um juíz que decide "aceitar" agressões de um marido sobre a mulher porque ela cometeu adultério. E usa citações da Bíblia Sagrada para justificar a barbárie.

 

Aliás, pelo que se tem vindo a saber, é uma prática reiterada deste magistrado. Impune. Perante estes factos, creio que pouco mais haverá a dizer a não ser que deve ser afastado de tomar decisões judiciais. E vou abster-me de o classificar!

 

No que respeita à discriminação, vai muito além dos homens vs mulheres. A discriminação sucede com pessoas de outras raças e, mesmo muitos dos que se batem pela igualdade, provavelmente, e sem darem conta, de vez em quando, lá caem na tentação de fazer nem que seja um comentário racista, machista, ou outro "ista" negativo, que contribui para a cisão, para a diferença de oportunidades.

 

Há muito que ultrapassei uma grande parte dos preconceitos. Não arrisco dizer todos porque sou humano. Não me preocupo minimamente com aquilo que possam pensar sobre o que visto ou gosto. Mas nem sempre foi assim. Em criança, sendo parte de uma família modesta, senti na pele a discriminação.

 

Felizmente, também tive a sorte de ter amigos que ajudaram a sanar a maior parte das feridas, a integrar-me. E foi, tal como já referi também, graças a essas amizades, que consegui lutar por aquilo que queria. Mas, olhando bem para o passado, talvez também tenham ficado pelo caminho oportunidades de ouro.

 

Aprendi a viver com as minhas escolhas e que não devemos ficar parados perante uma encruzilhada. Por vezes podemos voltar atrás, outras, nem por isso, mas é sempre possível acertar a caminhada.

 

Aprendi a respeitar as mulheres com a minha mãe, o meu primeiro amor. Um amor que não se substitui e que é para sempre. Em condições normais, um homem que não respeite a mãe, dificilmente vai respeitar qualquer outra mulher.

 

Tenho os meus defeitos, não sou nem pretendo considerar que sou perfeito, e tento fazer de tudo para dividir tarefas domésticas. A minha mãe assim me ensinou. Sinceramente, há coisas que odeio mesmo. Porque terei de as fazer? Não terei o direito a recusar algo de que não gosto? É óbvio que se for preciso faço, mas de preferência, e de forma clara, passo para o lado!

 

Tal como há outras coisas que sei que a minha mulher gosta menos de fazer, e que a mim em nada afetam. É isto a partilha de uma vida em conjunto, de respeito mútuo. Mas nem todos os homens são assim. Tal como as mulheres são diferentes entre elas!

 

O sexo é a base da relação?

Há, ainda nos dias de hoje, preconceitos que perduram no tempo. E a base de tudo é o sexo, a procriação, a continuação da linhagem. As religiões podem tentar embelezar as histórias mas, no fim do texto, tudo está relacionado com o facto de ser a mulher quem dá à luz. Quem dá vida. E para os homens, sempre foi preciso garantir que o filho seria do seu sangue.

 

Neste campo existe uma luta desigual e, por isso, defendo que todas as relações têm de assentar numa base de respeito e confiança. Mas nada, nem nenhuma atitude menos própria, de parte a parte, pode justificar violência, agressões, e ficar impune. Em última instância, é seguir a máxima "pai é quem cria, quem dá amor"!

 

Há que evoluir, e para @s que tiverem dúvidas, para @s que desconfiam das parceir@s, talvez seja mais simples encontrar outr@. Escrevo isto, e assumo a minha quota parte de estilo ciumento! (Tenho melhorado, com o tempo).

 

Homens vs Mulheres

Nos tempos modernos, um homem mais arranjado, "é gay, com toda a certeza!" (ironia, ok?) Somos humanos, e basta ver uma pessoa na rua com um simples chapéu "diferente" do habitual para todos olharem, nem que seja de relance para aquele ser estranho.

 

Mas isto para dizer que atualmente há muitos homens a fazer depilação, completa! Por isso, talvez haja muitos com vontade de experimentar passear pela rua com uma mini-saia bem sexy! Porque não?

 

Por isso, a mim, quando brinco com a minha filha, sujeito-me a fazer estas figuras (ver foto). Mas, como se pode ver, partilho-as com alegria. Tal como partilho quando ela me pede para jogar à bola ou andar de bicicleta. E não, não tenho vontade de passear de mini-saia!

 

 

Voltamos às coisas que diferenciam os homens das mulheres. Elas adoram ir às compras, passar horas a ver todos os cabides (milhares) de uma loja. Os homens são, por norma, mais pragmáticos. Precisam de um par de calças, compram igual ao anterior, que assentava tão bem. Sim, dirão algumas, mas precisam sempre da opinião feminina. E sabem porque o fazem? Porque querem ser aceites!

 

Tal como as mulheres, quando pedem a opinião, quando estão a experimentar uma dezena de peças de roupa:

- Gostas? - Sim, fica bem.

- Só dizes isso porque estás farto. Acho que não vou levar.

E, se por acaso estiver lá outra mulher e diz que fica bem, a peça vai para pagamento porque é a opinião delas que conta. Nem que depois fique pendurada com a etiqueta meses a fio...

 

Não relato isto como uma queixa, não estou com esta conversa para menosprezar a realidade sobre a discriminação existente a outros níveis, mas é preciso colocar as coisas em perspectiva. Há diferenças entre homens e mulheres, e são saudáveis. Sem essa diferença, sem essa guerra dos sexos, a vida seria muito mais aborrecida.

 

As mulheres gostam de determinadas coisas, os homens de outras. Se para cativar um rapaz ou rapariga a estudar é preciso recorrer a métodos que melhor se apliquem a eles, porque não o fazer? Recordo-me de uma professora, no sétimo ano, que tinha a ideia de colocar a matéria em formato de músicas. "Se sabem as músicas de cor, talvez com ritmo conseguissem decorar a matéria", costumava dizer. E não está longe da verdade. Há crianças com maior aptência para umas coisas do que outras.

 

Isso não é mau, nem bom. É simplesmente diferente. Ser diferente é bom, não somos máquinas e mesmo essas podem funcionar de forma distinta.

 

Talvez não se aplique a todas as meninas fazerem um labirinto que vai dar a uma coroa de princesa e nem todos os rapazes prefiram fazer o caminho até um carro. Do meu ponto de vista, talvez fosse um maior incentivo para o público masculino fazer um labirinto para chegar até à princesa.

 

Porque razão há mais homens a gostar de assistir a futebol do que mulheres? Porque razão há mulheres que, simplesmente, abominam futebol? E são a maioria! Sim, também há homens que não gostam. E então?

 

Agora, com a moda dos blogues e redes sociais, tem sido prática comum aparecerem por aí umas quantas figuras femininas a dizerem que "finalmente" assumem um clube... Bom, nunca é tarde demais para começar a gostar! Mas fazem-no pela projeção que isso lhes poderá dar nas redes sociais e pouco por paixão.

 

Deixem de lutar pela cor dos boletins de identificação, deixem lá as meninas ser princesas e os meninos princípes (e se houver meninos que querem ser princesas, que as sejam). Deixem lá os desenhos animados da Disney continuar a fazer sonhar. Há estereótipos piores do que estes contra os quais devemos todos lutar.

 

Usem a energia para lutar pelas coisas que realmente importam porque, gostem ou não, um homem é biologicamente diferente de uma mulher e querer mudar isso é, no mínimo, estranho.

 

Agora, venham de lá os comentários sobre as diferenças salariais, de oportunidades de carreira, do prejuízo por causa da maternidade, as designações de homofobias e afins. Porque essas são as realidades que devem ser seriamente discutidas.

 

Com uma ressalva: no dia em que as mulheres decidirem não ter filhos, a humanidade acaba (e quando digo isto, não estou a dizer que devem ter menos oportunidades ou direitos). Pelo contrário, as empresas devem seguir os exemplos de algumas grandes empresas que simplesmente apoiam a maternidade, sem prejudicar a ascenção das mulheres do ponto de vista profissional. Percebem a ideia?