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Conversa de Homens

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

Um bebé, um bacio e um pai ensonado às 4 da manhã!

treino no bacio

 

Este é um daquelas fases que todos os pais e mães já devem ter passado, ou vão passar. Andamos ansiosos com o momento em que a criança vai deixar de usar fralda. Primeiro, fazer com que o bebé perceba que tem de usar o bacio. Fica sem fralda sempre que possível e perante uma vigia constante e insistência para ir ao bacio, o som do xixi torna-se em algo divinal, entre aplausos e elogios! Pelo meio, lá vêm os descuidos, as correrias e exclamações (mais ou menos profanas) porque o descontrolo da bexiga da criança, no melhor dos cenários, é inevitável.

 

Depois, vem a fase em que já conseguem controlar a coisa e percebemos que uma ida à rua ganha outro ritmo. Levam a fralda, por precaução, mas, de repente eis que surge, no momento menos indicado, um sonoro "quero fazer xixi"! A nossa tentação é dizer, faz na fralda! Mas depois, claro, rapidamente se percebe que esse é o sinal errado e corremos a procurar uma casa de banho...

 

Sinceramente, a cena de fazer atrás da árvore não é aconselhável, e até agora ainda não tive de recorrer a este método, mas tenho a certeza que vai chegar o dia!

 

Passado o stress da correria, a rezar para que a criança aguente até à casa de banho e perceba que isto tem de ser mesmo assim, ficamos com o ego em alta. Afinal, esta é uma grande conquista.

Mas, onde entra aqui a questão das 4 da manhã? Calma, é já a seguir.

 

Nesta fase, apesar da criança ir para a cama com a fralda, regra de segurança essencial, convém acordar durante a noite para a "forçar" a fazer xixi no bacio. Só nas últimas duas semanas a minha filha tem conseguido manter a fralda seca a noite toda!

Ontem, como acordou perto das 4 da manhã, e insistiu em beber leite, achei por bem colocá-la no bacio. Contra vontade dela, diga-se, que pragejou que estava com sono. Também eu, respondi! Mas tudo ficou bem quando fez o xixi. Orgulho, ia conseguir conquistar esta etapa.

 

Sai do bacio, coloco-a no muda fraldas, para voltar a colocar a proteção de segurança. Tudo bem, até aqui. No meio do sono, uma sensação de vitória!

 

Vai para o colo, um abracinho e aqui o pai dá um valento pontapé no bacio cheio de xixi que se espalhou pelo chão...Acabaram-se os sininhos de alegria!

Pragejo entre dentes e oiço o responso daquela pequenina: "que 'fijeste'?" Asneira, claro. Não posso responder outra coisa.

Por entre a meia luz que vem do corredor, vejo-a fazer aquele ar condescendente. Volta a encostar a cabeça no ombro, cheia de sono. Coloco-a na cama, adormece e passo à fase da limpeza.

A mãe, perante o aparato, acorre em auxílio a tentar perceber o que se passou. Não estou para explicações, "traz por favor a esfrogona e volta para cama!"

 

Apesar do cansaço, quando me volto a deitar, a insónia faz questão de marcar presença. Lá vem mais um dia com os olhos a arder de sono. Belo serviço!

Enquanto isso, decidia se partilhava esta experiência. Acho que sabem qual a resposta!

 

Quem nunca deu um pontapé no bacio cheio de xixi a meio da noite, diga eu!

A fotografia é uma paixão

Folhas de contacto

 

Quando decidi investir na formação em fotografia, optei pelo analógico. O digital estava já lançado, principalmente ao nível das máquinas compactas, amadoras, mas o meu objetivo era mais profissional. Além do custo elevado da versão profissional, queria perceber bem a génese da fotografia. A magia da revelação!

 

Fotografar com rolo é muito diferente da fotografia digital. Não no acto de disparar, mas no sentimento, na sensação de incerteza que nos invade antes e depois do clique. E dura até ao momento em que pegamos nas fotografias impressas.

Quando se tem um rolo de fotografias, só se sabe o resultado depois da revelação (daí também o nome, é o momento em que nos é revelado aquilo que o filme captou). Isto obriga-nos a pensar mais a fotografia.

O enquadramento, a iluminação, a profundidade de campo, a velocidade. Tudo tem de ser calculado de forma a conseguir obter um fotograma impecável. Isto é ainda mais verdade quando se trata de fotografia com slide. O que fica registado no momento do disparo, é o que sai na revelação. Não há ampliações ou "crops" no filme de slide.

Para quem possa estar a pensar que se demora uma eternidade para tirar uma foto. Em parte, tem razão. Não em todas, mas em alguns casos, o tempo é precioso. Obriga a apreciar a paisagem, o motivo que pretendemos fotografar. 

Mas, na maior parte dos casos, com um olho treinado, toda a análise é feita de forma quase imediata. A posição do sol, a intensidade da cor, a força dos contrastes, são os pormenores que, regra geral, um fotógrafo experiente treina ao longo do tempo, permitindo que esta análise seja quase inata!

 

A rapidez dos tempos modernos obriga a que se use o digital, mas este texto é sobre paixão. E para a paixão, todo o tempo do mundo é curto. Profissionalmente uso o digital, claro, mas o que aprendi no laboratório continua a ter uma importância determinante nas minhas decisões no momento de cada disparo. É quase inconsciente, mas está lá.

 

Do ponto de vista profissional tive experiências bastante intensas no mundo do futebol. Desde jogos na Primeira Liga Portuguesa a finais da Liga dos Campeões ou campeonatos da Europa e do Mundo. E, sinceramente, imagino a pressão dos fotógrafos da era analógica: tinham de revelar localmente os filmes, escolher as fotos, ampliar... mandar para as redações, por estafeta, com os diretores em pânico com a hora de fecho! Neste caso, o digital permite um fluxo muito mais rápido. As fotografias são enviadas em tempo real para as redações onde um editor as seleciona e divulga de imediato nos sites. Mas voltemos à paixão!

 

Somos todos fotógrafos!

Com o digital, com o acesso generalizado a câmeras nos smartphones, todos se sentem um pouco fotógrafos. Mas quando se olha para as fotografias feitas por profissionais, alguns questionam-se como se conseguem imagens como aquela? E o bichinho desperta, começam a perguntar como conseguimos fazer uma fotografia com aquela qualidade, com a força de sentimentos que nos transmite.

Uma coisa é certa, mesmo que um telefone consiga já, ao dia de hoje, "bons bonecos", há coisas que muito dificilmente vão conseguir fazer com câmeras compactas. Mas este tema, sobre as máquinas, qual escolher, ficará para o próximo texto. Bem sei que parece que tudo está a ficar a meio, mas há tanto para dizer e eu adoro partilhar esta experiência.

 

A falácia das redes sociais

 

O digital contribuiu para o aparecimento de mais amantes da fotografia, por todo o lado se vê pessoas a fotografar tudo e mais alguma coisa. É bom para o negócio, mas, se olharmos com atenção, a grande maioria fica apenas com um monte de ficheiros acumulados no computador.

 

Para esses, deixo apenas um conselho: se ainda não o fizeram, experimentem imprimir as fotos que tiram e sintam a diferença. Claro, se quiserem ir mais além, e tiverem oportunidade, façam uma incursão pelo mundo analógico. Quando forem levantar as fotografias, não estranhem se uma grande parte delas estiver estoirada (com luz a mais) ou demasiado escura, tremida, desfocada... A impressão, feita por profissionais, dificilmente consegue resolver alguns destes casos crónicos!

Principalmente porque a maioria acaba por fazer fotografias nos modos automáticos. Acreditem, nunca fica a mesma coisa. Uma boa parte de uma fotografia exemplar está no controlo da técnica!

 

Mas, mesmo que tenham esse impacto de frustração no momento em que apreciam as fotos impressas, se o fizeram, é porque querem ir mais longe na fotografia e isso servirá também para obrigar a refletir sobre o método.

 

Depois, tal como há os que consultam o Google para identificar e curar doenças, há os que se "transformam" em especialistas em fotografia por lerem alguns textos na Internet (como este, claro). Debitam características de máquinas, falam como se fossem grandes mestres da fotografia.  

 

Mais do que teoria, a fotografia precisa de prática, sensibilidade artística e paixão. Nunca me irei esquecer do comentário de um dos meus professores a um slide que registei na sequência de um exercício para exame. "Mais do que a técnica da fotografia, gosto quando um aluno transmite paixão na fotografia". Tratava-se de um exercício sobre profundidade de campo e nesse momento senti que estava a fazer a aposta certa.

 

Iluminação, abertura, velocidade sensibilidade do filme, ou ISO. São quatro conceitos básicos da fotografia, facilmente apreendidos por todos. Mas essa paixão, esse toque pessoal, ninguém consegue prever, nem imitar. Essa crítica foi crucial para eu perceber que aquele gostinho que sempre senti pela fotografia desde miúdo, quando fotografava, de forma contida, com a Kodak da minha mãe, por norma co um rolo de 36, (daquelas máquinas em que o flash era um cubo que permitia quatro disparos), afinal era algo que precisava de libertar.

Fotógrafos diferentes, a registar o mesmo momento, dará certamente fotografias diferentes. Há diversos estudos práticos sobre o tema.

Por isso, o meu conselho para quem ama realmente a fotografia, é investir num curso, preferencialmente que inclua laboratório. Depois disso, vão olhar para a fotografia com outros olhos. Vão perceber as diferenças de um preto e branco captado em filme, daqueles que fazem no digital, com recurso aos filtros da máquina ou ao photoshop.

 

Neste espaço vou dedicar os textos à fotografia, partilhar algumas fotos e fazer alguns testes. No fundo, partilhar esta paixão com quem quiser aceitar as dicas que tenho dado aos amigos que me questionam e pedem conselhos! Não caio no erro de considerar ser o melhor, longe de mim sequer imaginar tal rótulo, mas será a minha visão e, acima de tudo, paixão fotográfica.

 

Uma última nota que partilho com todos: Isso também me vai obrigar a revisitar e organizar o arquivo de negativos e slides que tenho guardados!

Infografia do Amor

Depois das celebrações de São Valentim, aqui fica um balanço das preferências românticas!

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Espetada de morangos molhados em chocolate com pimenta rosa

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Quando se fala de namoro e celebração do dia dos namorados, os morangos e chocolate, nas mais diversas formas, são praticamente incontornáveis. Talvez com excepção para os que possam ser alérgicos a qualquer um destes ingredientes.

 

A minha segunda sugestão para este dia, depois das gambas regadas com vinho branco, vai para as espetadas de morangos molhados em chocolate com pimenta rosa.

 

É fácil de fazer e uma delícia que junta o picante ao chocolate com um final de boca crocante e adocicado.

 

Eu, ao contrário de uma grande maioria, não sou doido por chocolate. Gosto, e há determinadas alturas em que me apetece mesmo. Mas, regra geral, passo bem sem ele. Já a minha ligação com os morangos é antiga e a cada dentada sinto uma montanha de sensações. Por isso, e como se trata de uma sobremesa para um dia especial, a conjugação dos dois acaba por ser uma mistura do prazer constante com aquele momento especial.

 

Claro, a pimenta entra ali como um elemento crucial. Além do sabor, os grãos de pimenta rosa permitem uma sensação crocante na boca.

 

Na verdade, o picante será transmitido pela pimenta preta moída porque a pimenta rosa, não é bem uma pimenta, tem um sabor mais suave.

Além disso, fica bem na fotografia! 

 

A parte mais complexa desta receita será mesmo derreter o chocolate, mas, se seguirem a regra dos 15 segundos, vai sair uma beleza. Aqui segue a receita. Espero que torne este dia um pouco mais picante! 

 

 

Ingredientes

6 morangos médios

Meia barra de chocolate negro (70% cacau)

Pimenta Rosa em grão Q.B.

Pimenta Q.B.

Dois espetos

 

Preparação 

Comece por lavar os morangos e retirar o pé. Espete-os e volte a retirá-los. Deixe-os a apreciar o resto da operação.

 

Derreter o chocolate em banho maria ou no microondas.

Há diversos métodos para derreter o chocolate, costumo usar o microondas, por ser mais rápido, mas é preciso cuidado redobrado para não queimar o chocolate.

 

A regra dos 15 segundos 

Partir o chocolate em pedaços para dentro de uma taça de vidro, que possa ir ao microondas. Ajustar o aparelho para a temperatura média e programar um minuto. Esta operação é rápida mas precisa de monitorização constante. De 15 em 15 segundos (depende do aparelho) retire a taça e mexa com uma colher. Volte a colocar no microondas e repita a operação pelo mesmo período de tempo até conseguir que o chocolate derreta e fique completamente misturado.

 

Como disse, há diversas receitas para esta operação, mais ou menos complexas, mas aconselho a adicionar uma colher de sopa de manteiga para dar brilho ao chocolate ainda quente. Polvilhe com um pouco de pimenta preta moída, e mexa. Não exagere mas convém que esta se faça sentir no palato.

 

Deixe arrefer um pouco. Molhe o dedo com um pouco de chocolate e encoste ao lábio inferior. Se sentir frio, está pronto para o passo seguinte.

 

Mergulhe os morangos no chocolate, um a um, do bico até ao meio. Sim, vai sujar os dedos mas se for um dos doidos por choclate, isso não será um problema. Se estiverem a cozinhar a dois, usem a imaginação. Pouse os morangos  num prato com a base, onde estava o pé, para baixo.

 

Distribua ao longo de cada morango, 3 ou 4 grãos de pimenta rosa. Dão algum sabor, menos intenso do que a pimenta preta, mas servem também para um efeito crocante e levemente picante na boca.

 

Volte a espetar os morangos (3 em cada espeto) e, se preferir, coloque no frigorífico. Retire cerca de 10 minutos antes de servir. Esta é uma sugestão para encerrar um jantar romântico, acompanhado com um brinde de champagne.

 

Sugestão: Se estiver a preparar a refeição a dois, tentem resistir a comer logo os morangos. Arriscam-se a ter de atrasar o resto do jantar.

 

Dedicatória: Tudo o que faço tem uma fonte de inspiração, esta receita dedico-a à Barbara, nascida hoje. Parabéns a ela e aos pais que vão ter mais um motivo para celebrar este domingo!

Gambas picantes, perfumadas com vinho branco

 

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Quem gosta de petiscos, e de marisco, costuma comer esta delícia. Gambas ao alhinho, na versão portuguesa. Se quiseremos resumir, trata-se de gambas fritas com alho, uma mistura vencedora. O picante é um must a considerar na dose que se entender, e aguentar!

Para os homens que se enquadram no espírito deste blogue, e planeiam um jantar a dois, no dia dos namorados, esta entrada pode ser uma sugestão rumo à conquista da noite. E aqui, a malagueta tem um papel central.

 

Em todos os lados que provei, e acreditem, já provei em muitos sítios, em várias latitudes, é sempre possível fazer algo diferente. Depende dos ingredientes, quantidades e tempo de cozedura. No final, todos têm concordado, o mais interessante deste petisco é o molho onde ensopamos o pão.

 

Claro, o bicharoco também tem os seus encantos e parte do sabor vem da sua essência. Mas uma grande dose do prazer deste prato é a partilha, o ritual de molhar o pão, o chuchar dos dedos, o brinde com um copo de bom vinho branco, um beijo picante!

 

É uma receita bastante simples de fazer e fica pronta em cerca de 15 minutos (já contando com a preparação). E pode sempre ganhar mais uns pontos ao ter a sua companhia na cozinha, como espetadora. (Mulheres que estejam a ler este texto, está dirigido ao homem, mas também a podem colocar em prática).

 

Costumo usar gambas congeladas, sem casca, mas a famosa gamba tigre também resulta bem. Uma nota, aquelas grandes, quase do tamanho de lagostas, ficam melhor grelhadinhas. Será outra receita.

 

Voltando à versão congelada, sem casca, regra geral falamos de camarão e não propriamente de gamba. 

Convém ter em conta que, na maior parte das vezes, depois de cozinhadas, as gambas reduzem até um terço do tamanho, devido à quantidade abusiva de água que é colocada no processo de congelação. Isto já aconteceu? De certeza, porque compraram aquela marca muito mais barata... Nestes casos, pagamos o peso da água congelada em vez de gambas.

 

Mas há marcas que costumam ser certinhas e o camarão fica com tamanho razoável depois de cozinhado. Até já tive surpresas agradáveis com as marcas de alguns supermercados.

 

Chega de conversa e vamos à receita, neste caso do vídeo, produzido no âmbito do porjeto #sapoamesa, optei por gambas com casca de tamanho médio.

 

Ingredientes

250 GR de Gambas

5 dentes de alho

Alho em pó

Sal Q.B.

Azeite

1 ou 2 Malaguetas

Pimenta Q.B.

1 copo de vinho branco

1 mini

 

Preparação

Um produto congelado tem tendência a ficar mais rijo se colocado diretamente na frigideira, além de fazer muitos salpicos quando colocado no azeite a ferver. Por isso, apesar de numa situação de pressa poder ir direto para o lume, aconselho a deixar descongelar.

Deixar escorrer numa rede, a quantidade de salpicos no azeite a ferver será proporcional à quantidade de água. 

Colocar a frigideira ao lume até aquecer. Colocar o azeite, apenas quando a frigideira estiver quente. Distribuir os alhos cortados. Mexer um pouco e adicionar as malaguetas. Logo de seguida, entram as gambas escorridas. Temperar com sal. Vá mexendo até as gambas ganharem aquela cor apetecível. Cerca de 2/3 minutos.

 

Salpicar com um pouco de alho em pó, depende do gosto de cada um, mas não em demasia. Mexer!

 

Nesta fase, e antes de juntar o copo de vinho, adicionar um pouco de pimenta moída. Costumo usar em grão e moo diretamente para a frigideira. Envolver, e de seguida o copo de vinho. Deixar apurar durante uns segundos.

 

O molho deve começar a ficar mais espesso mas em quantidade (sem molho, não há diversão).

 

Agora entra a primeira mini. Mexer e deixar apurar. O molho começa a reduzir e a segunda mini deve estar já preparada e desejosa de entrar na festa. Despejar 3 quartos da mini. O resto, beba!

 

Mais uns segundos, para reduzir o álcool, e está pronto para servir. 

 

Sugestão: pode polvilhar com um pouco de óregãos ou coentros.

Vem aí o Dia dos Namorados

morangos com chocolate valentines.jpeg

 

Para mim, o dia dos namorados é como o Natal. Deveria ser celebrado todos os dias. Uma relação, seja de amizade (que inclui amor) ou de amor (no seu sentido mais carnal), precisa de ser trabalhada diariamente. É algo que cresce e se pode cultivar. E o contrário também é verdade. Um pequeno descuido, pode fazer com que murche!

 

Por isso, sim, uma relação implica esforço de ambas as partes para funcionar e crescer saudável. Mas é um esforço saudável, não um esforço do género: lá vou ter de jantar outra vez com ela(e)... 

 

Feito este esclarecimento prévio, e como já assumi por diversas vezes, sou um romântico por natureza. Gosto de mimar quem está a meu lado e guardo as coisas boas (e menos boas) das relações de amor ou amizade mais antigas.

 

Por isso, e como tento, todos os dias, manter acesa a chama que alimenta a minha relação com a mulher que amo, esta data é assinalada, mas não como se fosse "O Dia". Para ser honesto, na maior parte das vezes, nem sequer assinalamos com presentes materiais. Trabalhamos os dois e a bebé também precisa da nossa presença. Por isso, sempre que possível, aproveitamos para celebrar o amor, dividindo o dia dos namorados ao longo de todo o ano.

 Pode começar com um passeio a dois, uma passagem por um spa, um jantar romântico, uma noite escaldante.

Para os românticos, é impossível passar completamente ao lado da data. O marketing entra-nos pelos olhos e faz-me pensar também naqueles que, sozinhos, ainda procuram a alma gémea. Acredito que são aqueles que estão fora de uma relação, que mais ralações têm neste dia. Dirijo-me, claro, aos românticos e não aos que pensam estar melhor sozinhos!

 

Ninguém está melhor isolado (a não ser um avançado em dia de jogo). Vai contra a natureza humana! Mas deixemos esse tema para outra conversa. Claro, os comentários estão abertos a todos os que queiram desabafar!

 

Hoje, falamos de amor. Daquilo que duas pessoas sentem sempre que estão juntas, ou mesmo afastadas! Dos arrepios, da imensidão de sensações que nos percorre o corpo sempre que recordamos alguns momentos mais íntimos. Sensações que, mesmo em público, nos fazem esboçar um sorriso que pensamos estar a disfarçar. Não disfarçamos e a nossa cara é incapaz de esconder esses traços de felicidade e desejo.

 

Por isso, aquilo que mais desejo para o dia dos namorados, é que todos encontrem a metade que falta.

 

No que me diz respeito, sinto-me um felizardo. Olho para o passado, recordo com carinho todas as mulheres que fizeram parte da minha vida. Relações mais ou menos duradouras, com mais ou menos picante, mais ou menos alegrias, que serviram para ajudar a trilhar o caminho até à mulher com quem estou e me vejo ficar até ao fim dos dias.

 

Sim, é lamechas, e todas aquelas outras expressões proferidas quando se fala do amor! Mas o amor é isso tudo, e muito mais. Ter medo de o assumir é apenas mais uma forma de tentar esconder aquilo que somos.

 

Já o disse neste blog mais do que uma vez e repito. Não sou menos homem por assumir os meus sentimentos e de os partilhar. Não partilho tudo, claro, mas é preciso manter as coisas interessantes!

 

Por isso, o meu conselho para os homens que têm a felicidade de estar ao lado da mulher que amam, aproveitem este dia para começar a tomar atitudes mais românticas diariamente. Os que já o fazem, conhecem as vantagens!

 

De qualquer forma, é sempre possível surpreender com um dia diferente. Pode começar com um passeio a dois, uma passagem por um spa, um jantar romântico, uma noite escaldante. Para os que têm filhos, (certamente sabem que de vez em quando devem tirar algum tempo sem eles) mas este é um dia para aproveitarem a dois.

 

Não me vou alongar muito mais mas, se já leram até aqui, que tal responder a este questionário que serve para tentar perceber se andamos românticos, ou nem por isso!