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Conversa de Homens

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

Mulheres que urinam de pé!

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Provavelmente este é um daqueles temas que muitos vão dizer: ah, sim, já sabia disso há imenso tempo! Para mim é novidade. Existe à venda no mercado um objeto que permite às mulheres urinarem de pé. Tal e qual como um homem.

 

Esta espécie de protese, em silicone, é vendida como a solução para as mulheres despejarem a bexiga sem ter de baixar as cuecas. Há diversas marcas a operar neste segmento do chamado FUD (Female Urinating Device).

 

Acreditem que isto chegou-me por acaso, através de uma partilha de FB, e fui pesquisar sobre o tema. Acabei por encontrar até uma imagem que está relacionada com o post que escrevi há uns dias sobre os urinóis. A imagem de uma sequência de urinois femininos, que referia nesse texto, afinal até já existe. No caso da foto, no México.

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Voltando aos FUD, as mulheres podem usar estes objetos nas mais diversas situações onde, normalmente, têm de se conter. Festivais de música, onde a imundice das casas de banho impede que uma mulher urine em condições mínimas de higiene, no campismo, ou em qualquer outra situação.

 

Até percebo, mas, se calhar por falta de hábito, custa-me imaginar mulheres a sacudir o objeto no final. Porque, na prática, aquele tubinho vai ficar a pingar no final da evacuação. E para as mulheres também me parece algo com alguma complexidade. (vamos esperar pelos comentários).

 

Além disso, continua a ser necessária alguma privacidade, não vão simplesmente aos urinóis masculinos (que como refiro no outro post até para nós são incómodos) abrem a braguilha, colocam o objeto e urinam.

 

Pensando melhor, se calhar ter uma mulher ao lado não seria tão incómodo. Bom, as confusões podem ser piores do que as vantagens. Acho que o melhor mesmo será a separação de sexos neste ambiente.

 

O objeto até pode ter a sua utilidade. Para mulheres nunca pensei, mas para nós homens, até já imaginei por diversas vezes a ligação direta por uma espécie de mangueira a descer pelas calças até ao chão para urinar sem ter de sair do lugar. Fiz nova pesquisa. E não é que já existe? A própria Amazon vende o produto!

 

Apesar de pensar na comodiade da coisa, imaginem por exemplo, num concerto ou festival de música, a ideia de ter milhares de pessoas a vazar a bexiga pelo recinto. É assustador. E, acreditem, com a quantidade de cerveja consumida per capita num festival, a ligação ao solo é quase direta. Seria uma imundice digna das cenas mais nojentas de um filme que retrata a idade média!

 

Não, mais vale manter a tradição.

 

Se optarem por experimentar, como disse de pronto uma colega quando discutia o tema com ela, "podem usar uma câmara de ar de bicicleta".  Isto em relação à adaptação para homens. Não sei se dá, não vou testar, mas será uma questão de medidas! 

Queria dar uma queca, o final foi diferente!

 Na foto, a lagartixa azul, típica de Ibiza.

 

Na conversa deste post vou contar uma história que me foi revelada este fim de semana durante um jantar de expiação. Se não costumam fazer, aconselho vivamente a que, periodicamente, organizem com um grupo de amigos próximos um evento do género onde falam de tudo. Quanto mais parvo melhor.

 

Nestes jantares, além de comer e beber, fala-se de dúvidas e, muitas vezes, contam-se histórias que nos levam às lágrimas. Coisas do passado, que na altura podem nem ter tido graça, mas que analisadas à distância provocam momentos de quase insanidade de tão hilariantes. Falamos também do presente e futuro. Como cada um (e uma) lida com as situações mais diversas. Sim, fala-se muito de sexo!

 

Certo, a história!

 

Formentera, dia quente. Nada para fazer. Nada melhor do que ir procurar um local fresco para praticar o amor. Quem nunca passou por isto durante umas merecidas férias?

Elas ficam mais recetivas, é um facto ciêntifico. Mas estes dois imaginaram algo diferente.

 

- “Queremos algo com mais aventura”, pensaram os protagonistas da história! Pegaram no carro e decidiram ir rumo ao desconhecido à procura do local ideal para aplicar o que lhes ia na cabeça. Estrada deserta.

 

A sensação quente. A descontração típica das férias. A cabeça vazia. Tudo ingredientes que nos aguçam o apetite para a aventura. No caminho lá vamos pensando, imaginando no que vamos fazer. No prazer que vamos dar e sentir assim que dermos início à aventura. Imaginamos que vai durar horas!

 

De repente, tudo isto é quebrado por uma voz que parece ter saído do nada.

 

- “Estou a sentir uma cólica”, diz ele.

 

- “O quê?”, questiona ela ainda meio entorpecida por ter sido despertada dos pensamentos de prazer que já lhe percorriam o corpo.

 

- “Está a dar-me uma enorme dor de barriga. Tenho de ir à casa de banho”, reforçou ele.

 

- “Não acredito nisto”, pensou ela.

 

Como era ele o condutor de serviço colocou o pé esquerdo debaixo do rabo para tentar travar o inevitável. Sinceramente esta prática para mim foi novidade. Mas havia na sala quem já tivesse feito o mesmo!

 

Condução feita sem recurso à embraiagem.

- “Se calhar é melhor vires tu conduzir”, diz ele.

 

Ela pensa: “Queres ver que vinha para dar uma queca e vou ter de lhe limpar o rabo?”

 

Por sorte, viram um cafezinho. Ela, respirou de alívio. Ele, quase que aliviava mesmo ali quando tirou o pé para encostar o carro.

 

Pararam e ele foi tentar a sorte. Voltou, pouco depois, meio curvado, com ar de quem tinha vontade de colocar uma rolha no traseiro.

 

- “Estava imunda, não consegui”. Voltou a sentar-se, em cima do pé, e seguiram caminho. As lágrimas quase que lhe escorriam pela face de tanta vontade. Cá em baixo faltava pouco para sentir também o desconforto da humidade.

 

Ela começava a olhar desconfiada para o banco dele como que à espera do inevitável! Narinas bem abertas à espera de um sinal que a salvasse a tempo de qualquer emergência!

 

A vontade do prazer parecia estar já longe!

 

Olharam em frente e, tal como nas miragens, no meio daquela sensação de horizonte ondulado, viram uma árvore no meio da paisagem árida de Formentera.

 

“Está ali uma árvore”, disse ele com ar de satisfação. Encostou o carro e foi direito à árvore, meio a cambalear. "Na verdade, era um galhito, com apenas uma folha", lembra ele mostrando o braço como exemplo do tamanho da vegestação. Vai ter de servir. Baixou-se e deixou a vontade vencer.

 

Depois do alívio, a parte prática. Onde limpar?

 

Lembram-se da única folha da árvore?

 

Pois foi. Pegou nela, “parecia uma folha de salsa”, olhou para a folha e disse: “vais ter de servir!”

 

Meio a tremer, mas aliviado, passou a folha pelo traseiro. Uma, duas vezes. De pouco adiantou. O estrago estava feito e não havia ali nada que pudesse resolver tamanha confusão.

 

Nesta história, claro, como nos filmes que terminam sem concluir, deixando para os espetadores a especulação da sequência da história, também foram ocultados alguns pormenores um pouco mais constrangedores, mas podemos imaginar o que se seguiu.

 

Mãos por lavar e, quem sabe, com alguns vestígios da batalha travada entre a folha e o traseiro, o barulhento silêncio dos dois, o misto de sensações entre a vontade de voltar ao plano inicial e a frustração.

 

Já não havia ambiente. Era urgente encontrar uma torneira. Uma praia para voltar a relaxar e tentar ultrapassar este episódio.

 

Na história contada, acabaram de novo na praia, onde a limpeza acabou de ser feita!

 

Acho que enquanto os dois iam contando a história, ao jantar, alguma coisa pode ter ficado perdida no meio das alarves gargalhadas dos seis ouvintes.

 

Há histórias com finais felizes, há outras assim!

Na praia, os homens veem o que mais salta à vista

Este fim de semana, com o regresso do calor, foi inevitável uma ida à praia. Além de aproveitar o sol, refrescar no mar, é impossível não olhar em volta e ver aquilo que mais salta à vista. Rabos esticados. Gordos, magros, cuecão, fio dental... há de tudo e cada um tem o seu.

 

Mas porque razão, regra geral, as mulheres, quando se baixam, esticam o rabiosque para a multidão?

 

Vamos ver. Em situações normais até se baixam delicadamente. Mas, na praia, é inevitável. Quase inato!

 

Este sábado ao procurar, cá de cima (praia da Torre), o melhor espaço no areal, o que me saltou à vista foi uma verdadeira plantação de rabiosques. Estavam por todo o lado, em harmonia, como se estivesse um maestro a comandá-los.

 

Ao conversar com alguns amigos sobre o tema, calcula-se a verborreia de disparates. Quase nenhum pode ser escrito sem colocar o texto para maiores de 18.

 

Claro que os homens vêm mais coisas quando estão na praia. As bolas de berlim, por exemplo. Mas os traseiros saltam à vista. Bom, a conversa sobre as partes de cima, ou ausência delas, fica para depois!

 

No fim de contas, há até como que uma aceitação social para o fenómeno. Todos aceitam o facto como normal, salvo se algum maganão estiver a olhar para o rabo da parceira. Aí o caso muda de figura!

 

Se no meio da rua uma mulher se baixar sem fletir os joelhos, além de correr o sério risco de deixar a cuequinha à mostra, é olhada de lado (ou de frente, depende do mirone). Mas na praia, mesmo que esteja com um fio dental tão fino que quase parece não estar a usar nada, tudo se aceita.

 

É a cultura do “traseirosol”. Se calhar só desta forma bronzeiam o risquinho abaixo da nádega.

 

Mas, se é por isso, mais vale deixarem ficar. Na minha opinião, esse risquinho é bem sexy!

3 urinóis, qual escolher?

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Pode parecer simples. Uma dúvida parva. Mas este é um problema que assola todos os homens quando entram num WC público para aliviar a bexiga. O exemplo da foto tem apenas três, mas há casos em que a fila de montagem mais do que triplica.

 

A ideia desta conversa é partilhar o que vai na cabeça dos homens (arrisco dizer, todos) quando se confrontam com este dilema.

 

Esquerda, ou direita? Sim porque a do meio está fora de questão. Escolher a do meio é estar a pedir para ter um alheio de cada lado. E ficar entalado, entre dois homens, a vazar a bexiga... Não! Só de pensar arrepia.

 

Já ouvi perguntas como: tens medo que te vejam o instrumento? Tens nojo?

 

Bom, a resposta é simples. Estar ladeado de homens naquela posição, é, simplesmente, errado! Quem se lembrou de tal coisa?

 

Mas há piores do que este exemplo da foto. Apesar de tudo ainda resguarda alguma intimidade. Há discotecas onde há apenas uma parede, espelhada. Espelhada? Qual é a ideia? Ajudar a uma avaliação do material alheio? Acham que quando vamos urinar aproveitamos para fazer uma mize?

 

Sim, porque se há coisa pela qual os homens têm alguma obsessão é sobre o tamanho dos telemóveis e do material entre pernas. E, contrariando um pouco os receios descritos, há os que gostam de espreitar para o lado.

 

Há os que parecem fazer de propósito para nos tocar com os cotovelos (até encolhi os braços só de escrever isto), os que cospem, os que não conseguem conter os efeitos sonoros, os que sacodem como se estivessem a tentar dominar uma mangueira. E os salpicos?

 

Enfim, há toda uma lista de razões para justificar esta espécie de parurese. Sim, estes sintomas têm nome e são até considerados uma fobia. Mas o caso clínico é mais grave do que o simples ato de sentir desconforto com a situação.

 

Depois, a sensação de estar ali alinhadinhos é semelhante ao que sentimos quando vamos num elevador cheio de gente desconhecida. Olhamos para o ar, assobiamos mentalmente. No urinol, só não vale olhar para baixo. Para o lado já referi, é proibido!

 

Para as mulheres que estão a ler, imaginem-se na sanita, a aguentar de cócoras, alinhadas umas ao lado das outras. Com os vestidinhos arregaçados até meio da barriga, a pochette nos dentes! E, nesta linda figura, ainda terem de lidar com os olhares das parceiras de fila. Também me parecia que não iam gostar da ideia!

 

Portanto, para que fique claro para todas e todos os que lerem este artigo: quando um homem chega a um urinol e apenas tem reservado o lugar do meio, por norma, ou disfarça e vai lavar as mãos primeiro, na esperança que não chegue mais ninguém entretanto, ou entra na zona da sanita para urinar, se estiver livre, de gente e de impurezas.

 

Por falar em higiene, a pior coisa que pode acontecer num restaurante é ir à casa de banho e cruzar-me com alguém que trabalha na cozinha, que sai sem lavar as mãos.

 

Sobre a dúvida da foto. Escolhi a direita!

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Todos os textos são originais, e não um plágio de outros plágios.

 

De forma resumida este projeto foi criado tendo por base a existência de um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

 

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Pessoal, nada de preocupante. O cócó não cresce nas barbas

Corre nas redes sociais uma informação que refere a presença de matéria fecal nas barbas. A reportagem é de um canal de notícias local norte-americano, Koat7, que realizou a pesquisa. Recorreu a um microbiologista que analisou um conjunto de amostras recolhidas nas barbas de quem o permitiu.

 

Os cotonetes foram enviados para laboratório que, após cultura, revelaram a presença de bactérias que se encontram nas fezes. 

Tudo à nossa volta é composto por bactérias, mesmo bactérias que se encontram na matéria fecal

Apresentado da forma como foi, é nojento e mesmo não usando uma barba farta (o meu limite é a barba de 3/4 dias) senti vontade de a aparar.

 

Apesar dos resultados terem origem numa recolha sem base num estudo com critérios científicos, a verdade é que provam algo que nos enoja. Tudo à nossa volta é composto por bactérias, mesmo bactérias que se encontram na matéria fecal (vulgarizada como cócó).

 

Isso não significa que as barbas deste mundo estejam cobertas de cócó. A não ser que seja lá colocado voluntaria, ou involuntariamente.

 

É um facto que os pelos ajudam a reter mais impurezas (afinal servem para isso mesmo) mas apenas retêm aquilo que já se encontra à nossa volta. Claro, uma boa higiene é essencial, tal como é no que diz respeito às mãos, pés, dentes ou qualquer outra parte do nosso corpo. De resto, cada um sabe onde anda a colocar a sua barba!

 

Se estiver consciente da realização de uma boa higiene diária, escusa de ir a correr comprar material para se barbear. Tem é de ter cuidado com a ASAE.

 

A não ser que ela, ou elas, se sintam mais enojadas e fujam da barba como o diabo da cruz!

O que os homens dizem quando falam de sexo

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Ao contrário do que as mulheres pensam, os homens falam pouco de sexo entre eles. Falam de desejos, de vontades, daquilo que as suas mentes pensam que poderiam fazer se "aquela" mulher abrisse as portas do paraíso.

 

Na maior parte das vezes, mesmo quando conseguem uma aproximação, cantam vitória mas escondem a frustração. Por mais bom que possa ser, os homens (vou ser ambicioso) raramente atingem o pleno dos seus desejos. A mente voa ao ritmo do que se escreve em livros ou se vê em filmes! Mais rápido do que o tempo que temos antes de atingir "o momento"!

 

Sou tântrico, dizemos para nós mesmos.

 

Até podemos tentar decorar e representar uma qualquer cena bem pensada, mas, no final do dia, cada momento é diferente e acaba por ser mais belo quando o deixamos desenrolar por si só. Afinal, é algo que tem de ser interpretado a dois. Ou a três!

Sabia que ia precisar de histórias, não apenas a minha, e a dificuldade que iria ter em obter relatos fidedignos.

Mas, aquilo que os homens comentam entre eles, poucas vezes atinge o nível da verdade.

 

Além das conversas que já tive com amigos sobre mulheres (não são muitas); na maior parte das vezes resumem-se ao vernáculo do tipo "já marchava!" (algo que, lá está, se fica pelo pronunciar de uma intenção de macho); quase nunca se entra em pormenores. Já assisti a conversas entre mulheres onde o tema sexo é tratado de forma mais hardcore. Até porque falar de sexo com outro homem... é, no mínimo, incómodo.

 

Ainda hoje recordo o período de estágio que fiz na revista ACTIVA. Conceição Pissarra era a diretora. Quando o estágio estava para terminar disse-me: "não sais deste estágio enquanto não fizeres um artigo sobre a Primeira Vez deles". Franzi o sobrolho, como que assustado. Porque, logo à partida, sabia que ia precisar de histórias, não apenas a minha, e a dificuldade que iria ter em obter relatos fidedignos.

 

Reuni um conjunto de amigos num fim de semana e, um a um, tentei obter a história. Não me recordo exatamente de todas elas mas logo na altura dos relatos percebi que a maior parte do que me diziam era aquilo que eles sonharam ter acontecido. Muito diferente do que terá sido na realidade!

 

E os homens, por norma, recusam admitir isto. Afinal, cada um de nós é expoente máximo da prestação sexual!

 

Por isso, mais vale não falar, e os que falam muito, quase sempre, são apanhados em contradições, gentilmente disfarçadas (ou não) pelos amigos ouvintes. Claro que, quando o autor da história se ausenta, todos comentam o rídiculo do conto, exorcizando, na história do bobo, as suas próprias experiências.

 

Estou capaz de apostar que, cada homem que lê isto tem como primeiro pensamento: "fala por ti, eu cá sou o maior mestre do Kamasutra". Pois!

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