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Conversa de Homens

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

Existe um novo paradigma de masculinidade. O Homem Deixou de ser um parvalhão, passou a ser uma pessoa!

Afinal, o que se passa no balneário masculino de um ginásio?

Aviso no balneário do ginásio

Para começar, e a título de esclarecimento, nunca fui muito adepto de ginásios, sempre preferi o exercício ao ar livre. Mas, perante a passividade dos últimos anos, e com a necessidade de manter o corpo em forma, lá tive de aderir a um ginásio para me obrigar a exercitar.

 

Feitas as contas, até tem sido agradável pois, além do exercício, tenho conseguido aproveitar a zona de SPA, perfeita para aliviar a tensão na cervical. Mas há algo que nunca entendi em relação aos balneários e, passados todos estes anos, continuo a não entender: qual a necessidade de andar a passear pelo balneário com "o material" a abanar de um lado para o outro, à frente de toda a gente?

 Pior de tudo isto foi o comentário da minha mulher quando lhe contei que estava enojado com o facto de estar sentado a calçar os sapatos e quando olho em frente deparo com uma pendureza ao nível dos olhos.

Apesar do aviso exposto em todas as portas dos cacifos, para se manter algum recato, a maioria dos frequentadores do ginásio, insiste em exibir os dotes. Parecem pavões, quando abrem as penas para tentar cativar a fêmea. Mas, vamos lá esclarecer as coisas, do meu ponto de vista, não há por ali mulheres para convencer. Elas estão no balneário ao lado... Além disso, a melhor forma de as cativar não é aparecer todo nu à frente delas!

 

Não sei o que pensam todos os homens sobre o tema mas, no que me diz respeito, ver homens nus (principalmente com tanta proximidade), é algo que me provoca pesadelos. Não se trata de homofobia, nem sequer de vergonha, simplesmente acho que, pelo facto de estarmos num balneário, não é preciso perder o pudor. Pelo contrário, num espaço com acesso a tanta gente, onde até crianças entram, deveria haver um pouco mais de recato.

 

E se fossem mulheres, eu importava-me com isso? Bem, devido à minha condição de macho, importava-me menos. Mas, sinceramente, prefiro a sensualidade de um biquini ou lingerie à total exposição, sem mais nada! Por isso, creio que a nudez total num espaço comum, mesmo com mulheres ao barulho, também me iria deixar um pouco incomodado. Por isso, não serei um candidato ao restaurante onde se pode jantar totalmente despido...

 

Além disso, nos balneários femininos, apesar de nunca ter presenciado, as coisas não devem ser muito diferentes e haverá algumas mulheres que pensam o mesmo em relação ao tema.

 

As "zonas"

Nas conversas que tive já sobre isto, há uma que me deixou bastante perplexo: um amigo, que também frequenta o mesmo ginásio, há mais tempo, lançou um aviso. "Tens de ter cuidado com as zonas dos cacifos que frequentas!"

 

Fiquei ainda mais pasmado, zonas?

- "Sim, há zonas onde tens de ter mais cuidado!"

Eu, que não faço "distinção de zonas", fiquei baralhado. Percebi o que ele queria dizer, sem ter de entrar em pormenores. E também não irei entrar em explicações de maior sobre "estas distinções". Mas fiquei a perceber que há por ali um código secreto ao qual sou alheio e que já estive na "zona perigosa"! Veremos como corre, faço figas!

 

Mais uma vez, e como é hábito, este texto surge na sequência de conversa entre homens. Se perguntarem a algum como se sente por estar lado a lado com um homem nu, transpirado, o mais provável é levarem logo com um olhar do género: "estás parvo(a)?" Mas, se ele frequentar um ginásio, e lhe perguntarem porque razão não se incomoda com isso, talvez diga algo do género: "ah, isso é diferente". Não é diferente!

 

Contexto, podem argumentar. Para mim, o contexto assenta todo no respeito pelo próximo. Imaginem que estão sentados na zona dos cafifos do balneário, a calçar os sapatos, bancos corridos, os cacifos, lado a lado. De repente, levantam o olhar e têm o parceiro do lado com o material pendurado, perto, demasiado perto, de vocês. Pois, calculei que essa fosse a reação que iriam ter. Eu próprio, ao escrever, e cada vez que releio, esboço aquele ar de nojo...

 

Pior de tudo isto foi o comentário da minha mulher quando lhe contei que estava enojado com o facto de estar sentado a calçar os sapatos e quando olho em frente deparo com uma pendureza ao nível dos olhos. Perguntou ela: "E são jeitosos, ao menos?"

Jeitosos? - Questiono. Estás a gozar?

 

"Não é isso", corrige ela, entre risos. "Se são daqueles que fazem isso porque se acham modelos ou dos outros". Há de todos os tipos, dos "jeitosos", que gostam de mostrar o resultado de horas de ginásio, e dos que não conseguem ver "o material" há uns tempos!

 

Por isso, na próxima vez que forem ao ginásio, pensem um bocadinho nisto e enrolem a toalha à volta da cintura. Não se preocupem, ninguém quer saber se têm muito ou pouco para mostrar. Eu, pelo menos, não quero saber. Nem do vosso, nem do que pensam do meu!

 

No entanto, deixo o conselho para se exercitarem, em ginásio ou, com a chegada do bom tempo, ao ar livre.

Mas façam-no como roupa apropriada. Não têm equipamento para desporto? Há muitas lojas onde comprar e a preços bastante acessíveis. Nas imagens abaixo, apenas uma sugestão. Sim, no ginásio também se pode apreciar a vista e libertar a imaginação (às vezes é até um incentivo para correr mais uns minutos), mas tudo dentro dos limites da decência!

 PUB